De pele azul surge em meio à escuridão uma entidade, dedilhando as cordas de um violão que parece ser a própria fonte da criação. Seus olhos fechados denunciam um estado de profunda conexão, onde a música não é apenas um som, mas uma vibração primordial que molda realidades.
Diante dela, as ondas sonoras se expandem, transformando-se em mundos, paisagens e dimensões que emergem do invisível. Cada nota tocada ressoa no tecido do universo, dando origem a cachoeiras cristalinas, desertos dourados, galáxias distantes e templos iluminados. A música se torna visível, revelando aquilo que sempre existiu, mas que apenas a vibração pode manifestar.
Sob a lente da cimática, a cena se torna uma metáfora do próprio cosmos: tudo o que existe é um padrão de frequência, uma dança invisível de energia que estrutura a matéria. A entidade azul, como um maestro cósmico, demonstra que a criação não se dá pelo toque das mãos, mas pela ressonância da alma.
O universo é som cristalizado, e a arte, assim como a música, é a linguagem secreta da existência.